Tutorial Soundslides

5 Dezembro 2008

Demorou um pouco mas acabei fazendo um tutorial para o Soundslides. Um programa muito simples. Excelente para quem tem histórias para contar.

Não repare o amadorismo do vídeo. Para esse tipo de gravação não achei algo que ensinasse.

Aproveite.

Assista aqui ao projeto realizado no tutorial.


A História Eletrônica de Uma Eleição

9 Novembro 2008

O Picturapixel – nossos “sócios” – já publicou.

Para quem gosta e acredita em multimídia. Para quem quer saber a história resumida da campanha de Barak Obama à presidência dos EUA (link na imagem).

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Tá certo que vem do The New York Times, que quer ser integralmente um jornal na internet e para isso aposta alto. Mas quem quiser contar histórias com a ajuda de novas mídias, tem que começar a produzi-los.

Ricardo Gandour deveria assistí-los.


Fotojornalismo de Ativistas

24 Outubro 2008

Este blog esteve praticamente fora do ar por um período sabático, ou melhor, de renovação. Não deixamos de trabalhar. Ao contrário, apareceram projetos inusitados para a nossa formação multimídia, como o site da revista Pororoca.

É um caminho que queremos percorrer, principalmente porque  a cada trabalho que vejo publicado acredito mais na força que a fotografia e os fotógrafos têm de informar e transformar. Fundamentalmente com a utilização da internet.
Recentemente James Nachtwey publicou o resultado do prêmio TED, que concede 100 mil dólares a pessoas que desenvolvam idéias e trabalhos que “façam a diferença”. Nachtwey fotografou por 2 anos países pobres onde a tuberculose se transformou em uma nova, mutável e violenta doença, chamada de XDR-TB – extensively drug-resistant tuberculosis.
Este trabalho teve lançamento mundial, divulgado pela mídia através do site da ong xdrtb.org. Foi projetado em prédios e vários jornais publicaram artigos sobre o tema.

Na quinta-feira foi lançado o mais recente projeto do  MediaStorm: Intended Consequences, com o trabalho de Jonathan Torgovnik e Jules Shell,  sobre a vida das mulheres que sofreram estupro em Ruanda, durante o genocídio da etnia Tútsi, em 1994 (para quem quiser saber mais da história, clique aqui).
O trabalho jornalístico é extraordinário. A narrativa é incrível. O resultado multimídia é espetacular.

No vídeo complementar, An Unspoken Language, Torgovnik fala de forma comovente. Comenta sua relação com as entrevistadas. No meio da conversa explica seu envolvimento com sua profissão: “Eu acredito que todo fotojornalista é um ativista. Não creio que se possa separar os dois”.

Numa época de fotos prontas e produção medida por matérias publicadas, pequenos períodos de renovação (ou sabáticos) são muito importantes.


Um Passo de Cada Vez

26 Junho 2008

Mais uma de nossas produções pelo e-SIM, e mais uma vez com o Diário do Comércio, que tem se mostrado muito receptivo às nossas reportagens multimídia.

Desta vez, o trabalho me parece ter mais integração ainda:
Além de usarmos parte da matéria escrita por Kety Shapazian, o áudio slideshow está inserido no corpo da versão para a internet. Um complementa o outro.

Pode parecer óbvio que esta seja a formula ideal para construir uma interação nestas duas mídias, mas daí a ser realizado, são muito pixels e horas a mais. A construção da narrativa não é tão simples quando nos preocupamos em não criar uma reportagem paralela, mas sim, complementar, acompanhando a visão editorial de um cliente.

Senão, fazemos um projeto desvinculado e independente. Ou seja, sem força comercial.
Visitem (link também na imagem) e avisem se o pensamento estiver errado.


Resultado de Workshop da MediaStorm

29 Maio 2008

Este blog anunciou em fevereiro o primeiro workshop organizado pela MediaStorm. O preço para participantes era bem salgado, mas eles conseguiram 4 profissionais que se aventuraram na produção, por uma semana, em maio, de projetos multimídia em Nova York. O making of do workshop e o resultado dos projetos você pode ver neste link (e na foto).

Pode parecer que o número de participantes é pífio. E realmente dá a sensação de que multimídia é para poucos. Mas a biografia dos participantes também demonstra que é para poucos e bons.

Aos interessados, neste link você pode se candidatar ao próximo curso. O valor para posição de observador – que é a mais barata e o cara só … observa – abaixou: agora custa 2.500 dólares


A Entrevista da Premiada

25 Maio 2008

A fotógrafa Mona Reeder ganhou o prêmio Robert F. Kennedy de jornalismo para Domestic Photojournalism com o ensaio “The Bottom Line”, feito para o Dallas Morning News.

É claro que tem um link para o trabalho aqui e na imagem, mas com tantas referências premiadas, acabamos achando que a realização de um trabalho simples está muito distante.

Temos que ver também, por exemplo, o trabalho do New York Times, sobre o pai que premiou o filho com a réplica de um Shelby 427 Cobra , para que ele melhorasse as notas na escola.

Diferente é que Mona Reeder dá uma entrevista a Kenny Irby, colunista do Poynteronline, onde fala como é sua aproximação dos personagem em ensaios fotográficos e como é improdutivo manter a distância entre o texto e a imagem.

Ela diz que The Bottom Line, pela sua apresentação multimídia, “incorpora o que os diretores de jornais têm procurado por anos, com a experiência de diminuição de leitores e o (novo) papel das notícias”.
Sobre conselhos para fotógrafos que decidem se tornar “visual reporters”, ela afirma:
“Esperar receber um grande trabalho (pauta) de uma chefia é um erro que muitos fotógrafos fazem. Alguns reclamam que nunca pegam um trabalho bom, mas em minha opinião, cada um faz sua própria sorte, cria sua própria oportunidade.
Se mais fotógrafos tomarem a iniciativa e responsabilidade por desenvolver suas histórias e idéias, eles talvez fiquem mais felizes”.
Leia aqui a entrevista.


Casa de Ferreiro, Espeto de Ferro

14 Maio 2008

Mais um produto feito pelo e-SIM, dessa vez encomendado pelo Diário do Comércio.

Bem, na verdade, quando fomos pautados para fazer matéria na igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos já imaginamos que daria para fazer um áudio slideshow. Aí, nos propusemos a fazê-lo já pela manhã.

Acontece que por diversos motivos fomos obrigados a começar a edição de som e montagem somente às 19 horas. O trabalho atrasou mas o entregamos às 23 horas. Às 23:40 ele já estava no ar. A matéria da edição impressa saiu no dia seguinte.

Ainda não havíamos feito um áudio slideshow para o mesmo dia. O som direto também andava sumido. Mas nesta produção o que funcionou mesmo foi a colaboração de Leonardo Rodrigues e Maristela Orlowski, que mesmo sem terem feito esse tipo de apuração antes, capturaram um bom material para a edição.

Além do mais, tem o importante detalhe dele não ser uma peça muito diferente do que saiu no jornal impresso. São duas linguagens e duas produções, mas abordam o assunto sob os mesmos pontos de vista.

Não dá para dizer que foi fácil, mas vamos indo. Veja aqui um breve histórico.


Pulitzer de Reportagem Fotográfica

11 Maio 2008

Carolynne e Rich St. Pierre queriam documentar sua história para contá-la a quem vivesse um drama semelhante. Carolynne teve câncer e o último dos seus 45 anos de vida foram acompanhados, a pedido do casal, por uma dupla do Concord Monitor, Chelsea Conaboy e Preston Gannaway.
A série de reportagens, publicada até dezembro de 2007 – Carolynne morreu em 10 de fevereiro de 2007 mas a dupla acompanhou Rich e seus três filhos por mais alguns meses – rendeu a Preston o mais importante prêmio do jornalismo mundial, o Pulitzer, para reportagem fotográfica.

Rich St. Pierre, marido de Carolynne, perdeu a mãe ainda criança e se ressentia por não saber muito sobre ela. Quando o câncer foi diagnosticado, em 2004, a idéia de ter a morte de sua esposa documentada lhe fez acreditar que ajudaria seus filhos a conhecerem melhor a história da família. Foi quando entraram em contato com o jornal de Concord, em New Hampshire, e começou o longo relato desse drama americano.

Veja no link a reportagem REMEMBER me, em multimídia, e o site da fotógrafa, Preston Gannaway.


The Best Of

1 Maio 2008

No início de abril a National Press Photographers Association dos EUA anunciou a lista final de vencedores do prêmio The Best of Photojournalism, que inclui fotografia e vídeo. As últimas categorias escolhidas foram as de melhores páginas e edições de jornais e revistas.
Mas o que chama a atenção na premiação continua sendo a produção em multimídia. Na verdade, ainda se destacam pela linguagem, mas começam a ser julgadas com mais critérios.

Em artigo do Poynteronline, Steve Myers cita o que os juízes definiram como o que funciona e o que não funciona nestes projetos.

Resumindo, para eles os projetos em multimídia estão definindo melhor que mídias e modelos devem ser aplicados nos trabalhos, entre vídeos, gráficos e áudio slideshows. Este último, como tem sido cada vez mais utilizado por organizações jornalísticas (nos EUA), está deixando de ser um aglomerado de fotos em seqüência para adquirir narrativa e edição.

Outra conclusão dos juízes é a de que o áudio faz grande diferença – considerando já a boa qualidade da história e das imagens.
Pessoalmente, acho que é o fio condutor. Planejando bem a edição de áudio do trabalho, já é mais de meio caminho andado. No programa Soundslides, por exemplo, é o áudio que define a extensão do projeto.

O Soundslides, aliás, é citado por Myers como grande responsável por outro ponto positivo na atual produção de multimídia: ninguém precisa ser um especialista em Flash para produzir um áudo slideshow de qualidade. Uma referência à facilidade que é criar com este programa.

Entre os pontos citados como os que precisam ser melhorados, destaque para narrativas confusas, a falta de edição (imagens redundantes) e o avanço que seria se fotógrafos utilizassem alguns fundamentos de videomakers, planejando planos, zoom e seqüências.

Simples assim. Entre os premiados tem até áudio slideshow feito com o demo do Soundslides, além de outros que só nos animam a contar histórias neste formato.


Coração Rubronegro

25 Abril 2008

Novo áudio slide show.

Era um desses trabalhos que a gente adora fazer: viajar pelo país, encontro com personagens com histórias legais, fora as pessoas que encontramos por acaso (que é muito o caso dessas fotos); mas para não fugir à regra tinha que ser na correria, com vôos quase todos os dias e refeições em trânsito.

A gente adora isso.

Aí surgiu um trabalho paralelo, que me deixou muito mais feliz.

Como faz muito tempo que fiz as fotos, ele já foi publicado na internet. Acho que o áudio slide show lhe deu uma vida diferente.

Além do mais, é sempre bom lembrar uma paixão, daquelas que te acompanham a vida inteira.

Clique na foto ou aqui.