Vídeo 360

6 abril 2016

Austrália

Os números de 2010

3 janeiro 2011

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog é fantástico!.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 3,300 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 8 747s cheios.

Em 2010, escreveu 18 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 84 artigos. Fez upload de 30 imagens, ocupando um total de 5mb. Isso equivale a cerca de 3 imagens por mês.

The busiest day of the year was 24 de março with 31 views. The most popular post that day was Dica Wired Tira o Brilho e Suaviza.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram goto-photo.com.br, twitter.com, google.com.br, digasim.wordpress.com e esimfotografia.com.br

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por fotografias premiadas, mercado de fotografia, mercado da fotografia, germano luders e como tirar brilho do rosto no photoshop

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Dica Wired Tira o Brilho e Suaviza maio, 2008
2 comentários

2

O Mercado de Fotografia, Segundo Bob Hoggart agosto, 2008

3

Decisões do Instinto agosto, 2007

4

O Mundo de Maria Izabel janeiro, 2010

5

A Entrevista da Premiada maio, 2008

São Paulo – Terra do Chorinho

21 outubro 2010

São Paulo tem um desfile de escolas de samba sem igual. A primeira vez que cobri a avenida achei que era uma procissão.

Por certo havia um preconceito de quem via desfiles de escola de samba de outra forma – incomparável, até – mas por muitos anos deixei esse preconceito escondidinho. Nem Adoniran Barbosa me ajudava a dizimá-lo.

Com o tempo a gente vai conhecendo as bocadas, não é? Samba da Vela, Banda Glória na União Fraterna, apresentações do Quinteto em Preto e Branco…, já ouviu falar do clube na rua Capital Federal?

A roda de choro da loja Contemporânea é mais uma delas.  Fica ao lado da cracolândia, mas também da Universidade Livre de Música e da Sala São Paulo. Mais adiante da Pinacoteca, do Museu da Língua Portuguesa, da estação da Luz. Ou seja, do seu lado.
 

Um sábado estive lá e produzi esse multimídia. Não é para assistir, conhecer a roda e deixar de ir; ao contrário, é para assistir e ter mais vontade ainda de tirar uma manhã de sábado para ouvir chorinho de um jeito muito especial.

 

Sobre Multimídias

Link para o artigoO site da ARFOC-SP publicou um interessante artigo de José Cordeiro, que demonstra como muitos profissionais estão preparados para produzir material multimídia.

Talvez o que falte seja descobrir porque as empresa não se interessam em desenvolver esta linguagem tão envolvente, informativa e emocionante.

ARFOC-SP – Novos recursos para o fotojornalismo.

 

Quem se interessar pode ver outros projetos multimídia aqui, no link do meu site.

A tecnologia de ponta dos celulares

26 julho 2010

Há tempos um centro de estudos tecnológicos da Universidade de Stanford pesquisa o código aberto para cameras fotográficas. Isso vai permitir que, por exemplo, a própria camera crie uma panorâmica (o que o IPhone já faz) ou uma HDRImage.

Parecia algo que afetaria o mercado profissional, mas eu acho que o foco mesmo são os celular. Não à toa um dos financiadores das pesquisas é a Nokia.

Agora, sim, dá pra ser igual a todo mundo

23 julho 2010

Embora saiba que muita gente trata isso com muita seriedade, experimentar HDR com algumas das minhas fotos é uma divertida sessão de workshop privado (faço de vez em quando).

Com o Photomatix, então, putz, isso é uma brincadeira. Só que juntando algumas fotos panorâmicas, a coisa começa a ficar mais legal.

 

Uma brincadeira em 10 minutos

 

Experimentei com alguns arquivos raw, salvando em 16 bits e diminuindo e aumentando a exposição (parece que isso é herético). Tudo isso me parece ser bem errado ou só chute, mas eu gostei. Imagino quando eu começar a fazer imagens para essa finalidade… Vou ter que aumentar as sessões de workshop privado!

Quando a gente começa a mexer nestes softwares da moda, a gente começa a sentir que está ficando igual aos outros, que, ao que parece, está todo mundo querendo.

Estou me sentindo melhor.

A Ameaça Esquecida e a Foto que Ficou

8 julho 2010

Quando entrei  na Folha de S.Paulo o assunto da redação era produzir matérias mais curtas e textos concisos. O mais recente projeto do jornal demonstra que isso ainda é uma obsessão, que se fosse realmente possível  hoje estaríamos lendo páginas de pequenas notas, como está sendo na internet.

Há um tempo, aliás, a internet seria o lugar onde os artigos mais longos poderiam ser publicados – “Leia o artigo completo no www…e tal”. Mas o que tem cara de web são as revistas que colocam um monte de notas e pequenos artigos. A experiência na rede continua e está difícil de entender o meio.

Um amigo comentou que o que faltava na internet no Brasil era um Victor Civita, que transformou o mercado editorial nos anos 60. Não sou capaz de concordar ou discordar, mas, sim, falta alguma coisa atraente no jornalismo da internet brasileira.

Me lembrei da foto que fiz dele ainda na Folha.

Naquele tempo a fotografia do jornal era comandada por Luiz Caversan, que junto a David Zingg promovia uma experiência de convidar fotógrafos de fora do jornalismo a trabalharem na redação, elevando a dose de estética na mistura fotografia-informação.

Tudo era novidade. Era um sucesso.

Aí, um dia me passaram a pauta para fotografar o Victor Civita, que eu só sabia ser ele o dono da Abril, mas quando a gente é mais novo e sabe pouco de personalidades, acaba sendo meio irresponsável. É a ignorância a nosso favor.

Usei o tempo todo um cabinho para tirar o flash da câmera, que era tão curto que eu mal conseguia esticar o braço. Provavelmente meu modelo, que devia saber tudo sobre como fazer uma reportagem, uma revista e uma editora, previu a imagem que estava sendo feita, e lá pelo terceiro lugar que eu pedi para ele ficar começou a dizer entre os dentes: “você vai me pagar”.

Estávamos sozinhos (não havia testemunha) e ele parecia simpático, continuava sorrindo e falei que seria um massacre ele fazer isso comigo, afinal, ele era dono da Abril e eu, um iniciante. “Eu vou acabar com você”, continuava ele, rangendo entre os dentes sorridentes.

Não me lembro se ele se despediu de mim ou se fui posto pra fora da sala, mas acho que ele desistiu da vingança.

Ainda bem.

Sobre a internet… sim, acho que ele tomaria uma providência.

Procura-se Jornal Para Conteúdo Multimídia

20 abril 2010

Me interesso bastante por multimídias como forma narrativa de reportagem e documentação. Esse interesse, que só cresce, começou com o trabalho produzido pela MediaStorm com fotos e filme de Olivier Jobard sobre Kingsley, um camaronês que fugiu da pobreza de sua cidade, Limbe, para uma nova vida em Paris, através das Ilhas Canárias. Isso tem uns 5 anos.

A MediaStorm tem diversos multimídias de fotógrafos espetaculares e muitos jornais também produziram inúmeros trabalhos com essa linguagem que já foi identificada como uma das mais bem sucedidas transposições de conteúdo jornalístico para a internet. Nos EUA.

Exemplos não faltam. Dos “mega” Magnum In Motion e New York Times, aos locais Tampa Bay Times e The Chronicle .

Não só a forma de contar histórias se torna interessante e emocionante. Trata-se também da investigação da melhor forma de passar a mensagem ao leitor no novo ambiente que é a internet. A nossa implicância, por exemplo, com filmes que são a reprodução da linguagem de tv nas telas de cinema, ainda não foi transposta para a internet, mas será – pela solicitação de interação, por exemplo.

A mídia – e seus usuários – vai definir sua linguagem. Talvez de uma forma conturbada, tamanha é a proliferação de teorias, mas isso só representa o quanto o imprevisível universo da comunicação online está sendo analisado.

Henry Jenkins passa boa parte de seu livro A Cultura da Convergência citando exemplos de experiências transmídias – as que envolvem diversos tipos de participação do público-alvo. É uma reflexão sobre tendências em projetos que atraiam a participação desse público, pela internet. Tudo muito voltado para marketing e business.

O que se procura, segundo Jenkins é aumentar as áreas de contato entre a marca e o visitante consumidor.

Transpondo isso para a área editorial, o desafio se torna descobrir formas variadas, criativas e eficientes de informar e manter o leitor. Essa não é nenhuma conclusão  impressionante, não é mesmo? E talvez prescindisse de tamanho nariz de cera para chegar aqui. Não será nenhuma surpresa, tampouco, se disser que a narrativa de reportagens multimídias preenche estes pré-requisitos.

O que impressiona, realmente, é nenhum site ou jornal brasileiro se interessar em produzir material dessa forma, optando por reproduzir na internet suas versões impressas ou de tv. A maior das participações oferecidas é a postagem de um comentário ou enviar determinado artigo para o Facebook…

O que impede, por exemplo, que a Folha ou o Estadão produzam um trabalho, no Brasil, como o da Magnum http://inmotion.magnumphotos.com/essay/silent-maternal-mortality-india para a Human Rights Watch?

Para uma equipe que passa  uma semana no Rio Negro, duas páginas e a publicação de 5 imagens é por certo um desperdício. Pensar na possibilidade desse material ser plenamente aproveitado, em uma nova e inovadora mídia, que atraia e envolva o público em busca de um bom conteúdo me parece evidentemente bom.

Por que será que isso não acontece?

O Empreendedorismo Sem Crédito

5 abril 2010

Um fotógrafo que conheço abriu um processo contra uma empresa de empreendedorismo por ter publicado uma imagem de sua autoria, em um boletim, sem seu crédito. O trabalho – personagens de uma feira de empreendedores – havia sido encomendado por uma agência independente, fundada por outros fotógrafos, que tem a conta para prestação de serviços a essa empresa.

Os fotógrafos, donos da agência, souberam do processo pelo cliente. Não imaginavam que tal ocorrência fosse possível porque, como só eles produziam fotos para os boletins, concordavam que o crédito fosse dado unicamente à agência, no expediente.

Por lei, o crédito em textos, fotos e qualquer resultado de produção de cunho autoral, é obrigatório, desde 1998. (“googlei” um bom artigo sobre isso )

Os Dourados Anos 80

Quando eu comecei a trabalhar, final dos anos 80, a fotografia brasileira vivia um certo deslumbramento. Numa área institucional, o InFoto, da Funarte, estava sendo criado, depois de muitos anos de trabalho do Núcleo de Fotografia.

Em outra frente, a ARFOC-RJ atiçava lutas importantes para fotógrafos contratados e freelancers, com as bandeiras do crédito obrigatório e da tabela de preços mínimos. O fotojornalismo puxava  os dois trens, e outros ainda – tivemos até uma Bienal de Fotojornalismo, em 1994.

Atualmente não há luta que junte profissionais empregados e freelancers, a não ser para dividi-los mais ainda. Os interesses são totalmente distintos – as necessidades de adaptação às novidades do mercado são até semelhantes, com a diferença de que alguns sabem que precisam acompanhá-las e outros nem tomam conhecimento.

A Questão é o Mercado

Sobre créditos, aliás, leio e escuto várias críticas à Cia de Foto porque eles não assinam seus trabalhos individualmente. Eu acho que essas críticas normalmente beiram o pessoal e vêm de quem ficou preso lá nos anos dourados da fotografia.

Parece difícil entender que o que existe hoje é um problema de mercado.

Me lembro que na época em que a Cia de Foto começou havia entraves com clientes que faziam questão de um específico fotógrafo em certo trabalho. Não obstante seu direito de escolher, isso inibia a distribuição de trabalhos proposto por uma agência – ou coletivo, no caso deles. Me parecia que eles haviam resolvido isso, com o crédito unificado, tentando não personificar o que se tornara uma empresa, ou seja, tomaram uma solução de mercado.

Depois veio a história de coletivo, bem absorvida por eles, propondo inclusive outras reflexões.

A Luz de Cada Um

Não passou pela cabeça dos donos da agência citada no primeiro parágrafo virarem um coletivo e passarem a assinar “impessoalmente”. De forma própria, eles também tentam achar soluções para as questões que o mercado coloca para quem quer continuar a viver de fotografia neste país. Por isso batalham contratos e contas, contratam fotógrafos. Não dão prioridade aos amigos, a não ser que eles se encaixem nas demandas.

O reclamante (que está processando também outras 5 empresas por motivos semelhantes ou iguais) foi até eles, pediu trabalho, estava sem computador e lhe foi emprestado um laptop. Como era amigo de longa data, nem lhe pediram para assinar cessões de direito autoral (o que não tem nada a ver com o processo atual) pelos três trabalhos que fez.

A lei não permite dúvidas: a foto deve ter a indicação de quem é seu autor. Quem se sentir lesado neste direito, pode exigir reparação por danos morais. O reclamante abriu um processo que deve ter alcançado o valor da indenização média de cerca de R$ 10 mil. Soube que para retirar o processo ele aceita R$ 3 mil.

Para colocar com clareza o que está em jogo neste caso, o cliente talvez peça reparação na hora de renovar pela terceira vez o contrato com a empresa prestadora de serviços fotográficos.

Uma história cheia de falsas ingenuidades tem sempre algumas verdadeiras lições. Nosso romantismo ficou nos anos 80 e a forma de encarar os desafios para superar barreiras que sobem na nossa frente todos os dias tem que levar em conta a quem levar nessa jornada. Que tipo de comportamento e conhecimento queremos conosco.

Quando se fala das dificuldades que nosso mercado exige os temas são superação e inovação. Os que encaram a briga não podem apostar no último que sair que apague a luz. Temos que imaginar de quem pensa assim, talvez seja porque a luz própria até já se apagou; e ele nem percebeu.

O otimismo das lideranças que transformam

26 março 2010

Como todos sabem, o mercado de fotografia não é o mesmo de 5 anos atrás. De tantas transformações talvez já não seja o mesmo da semana passada. Indiferente à melhora quantitativa de oferta de trabalho – que alguns amigos confirmam – a fotografia vai, como todos imaginam, continuar se transformando.

Para melhor.

Pelo menos no fotojornalismo.

Não posso acreditar no que eu mesmo escrevo, mas quem acha isso tem motivos, como Brian Storm, citado no último post. Na mesma publicação da Nieman Foundation de onde pincei Storm, outros não se deixam abater pela pobreza do mercado editorial e procuram suas próprias saídas, em combinações heterodoxas e propostas que se pretendem inovadoras.

No artigo intitulado What Crisis?, Stephen Mayes, diretor da agência VII, usa bordões empreendedorísticos (“Now its the time for reinvention”) para dar adeus ao estilo editorial que, assegura, não lhe fará falta, promotor de trabalhos mal pagos, anunciantes superfaturados e limitado e restrito conteúdo. “Foi-se nossa antiga dependência da poderosa elite que controlava a imensa infra-estrutura de produção e distribuição de impressos”.

Eu devo ter ouvido algo parecido em uma manifestação do PT Jovem esta semana, mas Mayes não parece se alinhar tampouco ao chavismo. Ele está mesmo construindo um perfil de negócio rentável para enfrentar o desafio de se viver de fotografia nos dias de hoje, afirmando que a agência que reúne alguns dos profissionais mais renomados do universo jornalístico está na transição de uma “mera fornecedora para ser uma produtora e avançando para atuar como sua própria publisher”.

“Não se trata de encontrar novas formas de se fazer velhas coisas, mas de radicalmente repensar nosso modelo de negócio”. São questões que valem a pena de serem refletidas. Quem sabe ele seja o convidado internacional da próxima edição de uma das semanas de fotografia que pululam pelo Brasil.

Afinal, por aqui a falta de um fórum para se discutir questões relativas ao mercado é total. O incentivo para se aplicar novas alternativas ao mercado é zero, com a grande ausência de profissionais que, mesmo em posições privilegiadas – como editores de fotografia em redações ou diretores de empresas que trabalham com imagens – não se interessam em promover inovações no seu próprio mercado.

Talvez não se trate mais do cara que vai bater pé pela publicação de uma específica imagem, ou de “escanear” portais em busca de uma “foto diferente”, embora a participação nestes estágios ainda seja importante e os sistemas de trabalho serem bem organizados para dar conta dessas tarefas.

Trata-se de gestão. Da  compreensão do caminho que nossa profissão toma; de observar como realmente se constrói uma parceria; ter a clareza de que arrochar valores dá satisfação à empresa, mas a médio prazo faz submergir talentos e atraí semi-profissionais de temporada limitada.

Ainda não ouvi falar de editores de fotografia que tenham se aposentado no cargo (acho que o Kadão, da Zero Hora, vai ser o primeiro, seguido pelos 3 que ainda têm este cargo na Abril). Isso quer dizer que a grande maioria dos que hoje têm este privilégio, provavelmente sentirão em algum momento o que estão construindo para o mercado. E essa é uma questão: em 5 anos vamos estar produzindo o quê, e de que forma.

Enquanto aqui se sofre com a ausência de liderança entre os que tem estrutura para transformar, o documento da Nieman Foundation apresenta vários – com ressalva aos propõem uma diversificação exagerada e um ritmo possível aos 20 e poucos anos – além de Mayes, que define o seu melhor produto oferecido ao mercado: integridade; a credibilidade dos fotógrafos da VII.

Rede Social no Mundo Real

20 março 2010

Acabo de repassar uma mensagem de Bill Gates.

Quem diria que um dia isso fosse acontecer na minha vida.

Na verdade, “retwittei” um link do Washington Post falando de educação publicado por ele aos seus seguidores, que é onde me enquadro. O autor da matéria, Chester E. Finn Jr, mesmo sendo de um mundialmente prestigiado jornal, deve ter triplicado sua audiência, só com  essa indicação de um dos homens mais influentes do mundo.

Bom, eu também “retwittei” a mensagem aos meus amigos, não é? Essa é minha rede. A de Bill Gates, só no Twitter,  tem quase 620 mil leitores.

Atualmente até quando dobramos uma esquina nos deparamos com redes sociais. O assunto está em todo o canto. Até no metrô de São Paulo, nas dicas de Bob Wollheim, que alerta sobre a quantidade – e falta de qualidade – de novos analistas do tema. Eu mesmo já estive em palestra para saber mais sobre mídias sociais e saí conhecendo uma empresa que produz sites de relacionamento e umas dicas que devem estar na Você SA do ano passado (na Fast Company, então…).

Até portais de conteúdo temem o Twitter, exemplar suprasumo de aglutinação amigável. Eles acreditam que os participantes envolvidos confiam mais em dicas de pessoas de seu círculo do que em sugestões de consultores. Isso vale para compras, leituras, estudos; enfim, tudo que for consumo.

Na recente edição da Neiman Foundation (de estudos jornalísticos ligada a Harvard), toda dedicada ao jornalismo visual (é claro que vale outro post, mas são quase 60 artigos), Brian Storm, criador da MediaStorm, ressalta o quanto trabalhos de boa qualidade tiram proveito das conexões virtuais.

Nunca tivemos uma situação como essa, onde as pessoas podem espalhar coisas tão rapidamente como agora. E o que eles vão espalhar? Eles espalharão qualidade. É como poder dizer agora, ‘Ei, acho isso ótimo’. Este ciclo social não existia antes”, diz ele, na entrevista à editora Melissa Ludtke.

E completa: “Facebook é minha nova front page”.

Construindo Relacionamentos

Numa esperta estratégia de trazer empreendedorismo a seu público, o PhotoShelter fez alguns documentos  voltados para nosso mercado, como o Google Analytics For Photographers. Daí, fazer o Social Media For Photographers era mais do que evidente.

Mas o documento sobre mídias sociais tem algo de enrolation. Apresenta dicas que alguém envolvido com a blogosfera já pode ter sacado. Mas o seu twitter (twitter.com/photoshelter) dá ótimos links – o que é melhor do que alguns blogs, que bem poderiam se tornar twitters.

Mídias sociais são realmente um assunto a ser tratado em nosso benefício, com a principal atenção de trabalha-la virtualmente – como lembra o documento do PhotoShelter – mas sabendo que o que a faz funcionar efetivamente é o que se constrói no mundo real, fora da internet.

Até aqui, os exemplos se referem ao lado comercial do lance: divulgar trabalhos, vender imagens, apresentar idéias e buscar colaborações, desde que estejamos dispostos a nos expor e tenhamos o que apresentar.

Existe também o lado do consumo, que diz respeito ao quão acessíveis podemos estar para aceitar o que alguém da nossa rede sugere. E existe, em grande quantidade, quem está na rede para ver no que dá. Afinal, tudo isso é novo. Valeria ao menos entrar em um Twitter, Facebook, Orkut, LinkedIn, YouTube ou outro do seu bairro, só para reencontrar amigos antigos.

Já fiz isso. Recentemente encontrei amigos e amigas de mais de 30 anos atrás. Estou muito feliz de tê-los na minha rede social novamente, principalmente na que é construída fora do  mundo virtual.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.