Archive for maio \29\UTC 2008

Resultado de Workshop da MediaStorm

29 de maio de 2008

Este blog anunciou em fevereiro o primeiro workshop organizado pela MediaStorm. O preço para participantes era bem salgado, mas eles conseguiram 4 profissionais que se aventuraram na produção, por uma semana, em maio, de projetos multimídia em Nova York. O making of do workshop e o resultado dos projetos você pode ver neste link (e na foto).

Pode parecer que o número de participantes é pífio. E realmente dá a sensação de que multimídia é para poucos. Mas a biografia dos participantes também demonstra que é para poucos e bons.

Aos interessados, neste link você pode se candidatar ao próximo curso. O valor para posição de observador – que é a mais barata e o cara só … observa – abaixou: agora custa 2.500 dólares

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A Intimidade da Cia de Foto

26 de maio de 2008

Desde que Pio Figueiroa e Rafael Jacinto deixaram o jornalismo diário para fundar a Cia de Foto, a referência do trabalho fotográfico, principalmente em São Paulo, foi mudada. Se eu fosse explicar iria chutar um monte coisas, porque não se trata apenas de um conceito ou modelo ou estilo fotográfico. Trata-se de um espírito que torna a Fotografia uma obsessão do prazer.

João Kehl juntou-se a eles pouco tempo depois e levou uma linguagem marcante ao trabalho do grupo. Ano passado teve seu ensaio sobre uma academia de boxe premiado no World Press Photo.

A última do Coletivo – que assina todas as imagens como Cia de Foto, sem autor específico – foi a atualização de sua página no Flickr com imagens de sua intimidade – algumas já estavam postadas lá – , muito bonitas e com um tratamento de imagem excepcional, embora ache que às vezes ele toma conta da leitura. Acontece que as imagens são incríveis, e valem a pena a visita.

Link aqui e na imagem.

A Entrevista da Premiada

25 de maio de 2008

A fotógrafa Mona Reeder ganhou o prêmio Robert F. Kennedy de jornalismo para Domestic Photojournalism com o ensaio “The Bottom Line”, feito para o Dallas Morning News.

É claro que tem um link para o trabalho aqui e na imagem, mas com tantas referências premiadas, acabamos achando que a realização de um trabalho simples está muito distante.

Temos que ver também, por exemplo, o trabalho do New York Times, sobre o pai que premiou o filho com a réplica de um Shelby 427 Cobra , para que ele melhorasse as notas na escola.

Diferente é que Mona Reeder dá uma entrevista a Kenny Irby, colunista do Poynteronline, onde fala como é sua aproximação dos personagem em ensaios fotográficos e como é improdutivo manter a distância entre o texto e a imagem.

Ela diz que The Bottom Line, pela sua apresentação multimídia, “incorpora o que os diretores de jornais têm procurado por anos, com a experiência de diminuição de leitores e o (novo) papel das notícias”.
Sobre conselhos para fotógrafos que decidem se tornar “visual reporters”, ela afirma:
“Esperar receber um grande trabalho (pauta) de uma chefia é um erro que muitos fotógrafos fazem. Alguns reclamam que nunca pegam um trabalho bom, mas em minha opinião, cada um faz sua própria sorte, cria sua própria oportunidade.
Se mais fotógrafos tomarem a iniciativa e responsabilidade por desenvolver suas histórias e idéias, eles talvez fiquem mais felizes”.
Leia aqui a entrevista.

Casa de Ferreiro, Espeto de Ferro

14 de maio de 2008

Mais um produto feito pelo e-SIM, dessa vez encomendado pelo Diário do Comércio.

Bem, na verdade, quando fomos pautados para fazer matéria na igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos já imaginamos que daria para fazer um áudio slideshow. Aí, nos propusemos a fazê-lo já pela manhã.

Acontece que por diversos motivos fomos obrigados a começar a edição de som e montagem somente às 19 horas. O trabalho atrasou mas o entregamos às 23 horas. Às 23:40 ele já estava no ar. A matéria da edição impressa saiu no dia seguinte.

Ainda não havíamos feito um áudio slideshow para o mesmo dia. O som direto também andava sumido. Mas nesta produção o que funcionou mesmo foi a colaboração de Leonardo Rodrigues e Maristela Orlowski, que mesmo sem terem feito esse tipo de apuração antes, capturaram um bom material para a edição.

Além do mais, tem o importante detalhe dele não ser uma peça muito diferente do que saiu no jornal impresso. São duas linguagens e duas produções, mas abordam o assunto sob os mesmos pontos de vista.

Não dá para dizer que foi fácil, mas vamos indo. Veja aqui um breve histórico.

Pulitzer de Reportagem Fotográfica

11 de maio de 2008

Carolynne e Rich St. Pierre queriam documentar sua história para contá-la a quem vivesse um drama semelhante. Carolynne teve câncer e o último dos seus 45 anos de vida foram acompanhados, a pedido do casal, por uma dupla do Concord Monitor, Chelsea Conaboy e Preston Gannaway.
A série de reportagens, publicada até dezembro de 2007 – Carolynne morreu em 10 de fevereiro de 2007 mas a dupla acompanhou Rich e seus três filhos por mais alguns meses – rendeu a Preston o mais importante prêmio do jornalismo mundial, o Pulitzer, para reportagem fotográfica.

Rich St. Pierre, marido de Carolynne, perdeu a mãe ainda criança e se ressentia por não saber muito sobre ela. Quando o câncer foi diagnosticado, em 2004, a idéia de ter a morte de sua esposa documentada lhe fez acreditar que ajudaria seus filhos a conhecerem melhor a história da família. Foi quando entraram em contato com o jornal de Concord, em New Hampshire, e começou o longo relato desse drama americano.

Veja no link a reportagem REMEMBER me, em multimídia, e o site da fotógrafa, Preston Gannaway.

Dica Wired Tira o Brilho e Suaviza

7 de maio de 2008

Essa vem da incrível Wired, que juntou três coisas desagradáveis em uma foto só e ensina como amenizar olhos vermelhos, brilho no rosto e fundo confuso. Os dois primeiros são comuns quando usamos flash.
O artigo, na íntegra, está neste link.


A dica para suavizar o brilho no rosto é :
• Use a ferramenta Lasso, com o Feather para 12 pixels. Faça a demarcação ao redor da área com brilho, clicando para estabelecer pontos e feche o loop;
• Use Copy para copiar a seleção;
• No Layer menu, faça um novo Layer;
• Cole a seleção no novo Layer;
• Com a ferramenta Eyedropper, click na imagem uma amostra com o tom de pele que deseja;
• Use a ferramenta Paint Bucket para despejar esse tom de pele dentro da seleção uniformemente;
• Defina a Opacidade a zero e depois aumente devagar até que a área adquira a tonalidade desejada.

Não deu para fazer exatamente assim, talvez porque tenha usado o Photoshop CS e o exemplo seja para o Elements. Mas deu certo.

The Best Of

1 de maio de 2008

No início de abril a National Press Photographers Association dos EUA anunciou a lista final de vencedores do prêmio The Best of Photojournalism, que inclui fotografia e vídeo. As últimas categorias escolhidas foram as de melhores páginas e edições de jornais e revistas.
Mas o que chama a atenção na premiação continua sendo a produção em multimídia. Na verdade, ainda se destacam pela linguagem, mas começam a ser julgadas com mais critérios.

Em artigo do Poynteronline, Steve Myers cita o que os juízes definiram como o que funciona e o que não funciona nestes projetos.

Resumindo, para eles os projetos em multimídia estão definindo melhor que mídias e modelos devem ser aplicados nos trabalhos, entre vídeos, gráficos e áudio slideshows. Este último, como tem sido cada vez mais utilizado por organizações jornalísticas (nos EUA), está deixando de ser um aglomerado de fotos em seqüência para adquirir narrativa e edição.

Outra conclusão dos juízes é a de que o áudio faz grande diferença – considerando já a boa qualidade da história e das imagens.
Pessoalmente, acho que é o fio condutor. Planejando bem a edição de áudio do trabalho, já é mais de meio caminho andado. No programa Soundslides, por exemplo, é o áudio que define a extensão do projeto.

O Soundslides, aliás, é citado por Myers como grande responsável por outro ponto positivo na atual produção de multimídia: ninguém precisa ser um especialista em Flash para produzir um áudo slideshow de qualidade. Uma referência à facilidade que é criar com este programa.

Entre os pontos citados como os que precisam ser melhorados, destaque para narrativas confusas, a falta de edição (imagens redundantes) e o avanço que seria se fotógrafos utilizassem alguns fundamentos de videomakers, planejando planos, zoom e seqüências.

Simples assim. Entre os premiados tem até áudio slideshow feito com o demo do Soundslides, além de outros que só nos animam a contar histórias neste formato.