Archive for junho \26\UTC 2008

Um Passo de Cada Vez

26 de junho de 2008

Mais uma de nossas produções pelo e-SIM, e mais uma vez com o Diário do Comércio, que tem se mostrado muito receptivo às nossas reportagens multimídia.

Desta vez, o trabalho me parece ter mais integração ainda:
Além de usarmos parte da matéria escrita por Kety Shapazian, o áudio slideshow está inserido no corpo da versão para a internet. Um complementa o outro.

Pode parecer óbvio que esta seja a formula ideal para construir uma interação nestas duas mídias, mas daí a ser realizado, são muito pixels e horas a mais. A construção da narrativa não é tão simples quando nos preocupamos em não criar uma reportagem paralela, mas sim, complementar, acompanhando a visão editorial de um cliente.

Senão, fazemos um projeto desvinculado e independente. Ou seja, sem força comercial.
Visitem (link também na imagem) e avisem se o pensamento estiver errado.

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A Inspiração do Preto e Branco

9 de junho de 2008
Maurizio Polese
foto de  Maurizio Polese

Tem um portal que hoje publica um estudo sobre o mau-humor das segundas-feiras. Contrariando este mau-humorado mito e oferecendo coisas positivas, um outro site, de designing, mostra sua “Inspiração das Segundas-Feiras” (mais bonito no original, “Monday Inspiration Serie”).

O Smashing Magazine, direcionado a designers e desenvolvedores de sites, publica hoje uma belíssima homenagem à fotografia em Preto e Branco. Para eles, trata-se de uma modesta tentativa de inspirar os designers a usar preto e branco, ao invés de páginas hiper coloridas.

Para nós, fotógrafos, não é só inspirador, mas como diria certo astrólogo, uma hora de rever as origens do que nos trouxe até aqui.

Não vou dizer quem me passou este link para não sentir a inveja do mundo jornalístico, mas é uma pessoa sensacional, garanto.

WPP – Discurso de Fotógrafo Premiado

6 de junho de 2008

Tim Hetherington é formado em literatura por Oxford, com pós-graduação em Fotojornalismo em Cardiff. Foi duplamente premiado no World Press Photo deste ano pelo seu trabalho para a Vanity Fair no Afeganistão. O principal foi ter esta sua imagem abaixo eleita como foto do ano.

Aqui vai uma curiosidade pessoal, que é o discurso de um premiado. Aí está ele. Desculpe a tradução, mas se não estiver satisfeito, pode ler em inglês na Dispatches.

Você, aliás, vai se surpreender com essa revista, que em seu primeiro número publica um ensaio fotográfico de 80 páginas (oitenta!), de Antonin Kratochvil, sobre o tema central da edição, que é a América.

”Muita gente pergunta o que essa imagem significa para mim. É uma questão que eu tento evitar porque ela toca bastante em algumas questões pessoais. Mas achei que poderia tentar respondê-la esta noite.

Para muitos essa imagem representa a mais ampla idéia política de guerra. Já foi dito que o homem fotografado mostra a exaustão de uma nação. Alguns a vêem como campanha política em favor da guerra, outros como sua denúncia. Mas não necessariamente ela é uma coisa ou outra.

Para mim, esta imagem não é sobre uma nação ou uma idéia. É sobre um jovem derrubado ao lado de um morro, no Afeganistão. Seu mundo se transformou em quatro paredes sujas, cavadas por suas próprias mãos. Um quarto do seu pelotão foi morto ou ferido e ele sabe que talvez possa não ver sua mulher de novo.

Esta foto também é sobre como eu me sentia: vivi com estes soldados; fiz patrulha com eles; comi sua comida, e dormi ao relento na mesma cama de campanha. Como eles, me senti exausto durante a batalha e ri quando ela havia terminado. Também fiquei apavorado pela perspectiva de ter o acampamento invadido por insurgentes.

Ter feito esta foto mudou muitas coisas para mim. Parece que ao vencer este prêmio, a imagem foi tomada de mim. Nada me preparou para que uma imagem minha fosse examinada tão publicamente. Estou honrado que a fotografia seja o buraco da fechadura por onde podemos ver o mundo e nossa indústria na atualidade, e aceito que isso atraia criticas em igual medida. Às vezes até desejo que pudesse ter feito um imagem melhor. Gostaria, por exemplo, que ela fosse representativa dos anos que eu passei no oeste da África. Mas não é, e não posso mudar isso. Assim como não posso reter as difíceis memórias e emoções que tenho quando olho para isso.

Voltando, eu tomei a imagem deste soldado fotografado. Foi um momento roubado; uma conseqüência da minha presença. Eu não tinha a menor idéia do que o soldado pensava ou sentia. Mais tarde me senti mal por ter roubado sua imagem e tê-la tornado tão pública. Então, quando estive lá semana passada, perguntei a ele, Brandon Olson, o que ele achou da foto. Ele disse que estava orgulhoso dela, sua família estava orgulhosa dela, que sua mulher estava também orgulhosa. Mas que ele tinha ouvido que a foto havia sido usada em cartazes num protesto contra a guerra, em Nashville, o que não havia lhe agradado.

Quando ele olha para esta foto, ele também vê algo intensamente pessoal. Como eu, ele perdeu o controle sobre esta imagem. E assim como eu e ele estamos agora intimamente ligados por esta imagem, nós esperamos que também vocês, pelo ato de olhar, fiquem também interligados. Porque para mim, o poder desta imagem, não está no que ela representa, mas em sua capacidade de nos conectar, como pessoas.“

Tim Hetherington

Diversão Garantida

2 de junho de 2008

Essa eu peguei de outro blog (preciso falar dele com mais calma) mas é promocional da Subaru. Você brinca como fotógrafo virtual da nova campanha da montadora.

Pode concorrer a um Canon Rebel, um Mac Air, um CS3…; ao carro, não. Mas acho que é só para quem mora nos EUA.

No Problema! O legal, mesmo, é se divertir fotografando. Link na foto.