We had a bad day when Dolly was cloned

Jennifer Anderson, uma jovem atriz do Oregon que inicia seu curso de psicologia em Berkeley daqui a um mês, posou para Doug Menuez há alguns anos, tendo como cenário uma universidade americana. Foi seu primeiro trabalho como modelo e ela nem sabia o que significava “imagens royalty-free”.
Depois que essas fotos ilustraram propagandas de duas concorrentes do mercado de pcs e outros incontáveis e mais variados anúncios e publicações (incluindo capas de livros, veja a lista aqui), Jennifer ficou famosa como The Everywhere Girl. Uma história incrível de super exposição que a fez criar um blog e até uma linha de roupas com uma das fotos estampada.
Só a Getty-Images deve saber quantas vezes suas fotos – tiradas para banco de imagens em um dia de sessão – foram vendidas. Mas nem a Getty sabe o porquê tantos querem tanto a mesma imagem.

Imodesta, Jennifer está surpresa por só agora a Slate tê-la descoberto.
Na verdade, o colunista da revista eletrônica, Seth Stevenson, escreveu sobre como os grandes bancos de imagens planejam seus arquivos, antevendo modas e comportamentos. À partir dessa matéria-prima é que surgem muitas das inspirações de agências de publicidade.

Por aqui também se produz material exclusivo para bancos de imagens – talvez não com a força de ditar comportamentos futuros – mas o bruto me parece sair de sobras de trabalhos que não serviram a clientes com suas violentas cessões de direito autoral, ou de pequenas fugas de roteiros de trabalhos. Quem já teve que procurar uma situação com personagens de feições “abrasileiradas” sabe o quanto isso é difícil.

Num banco como a Getty o negócio é pesado. Stevenson conversou com Denise Waggoner, vice-presidente de pesquisa criativa da empresa e responsável por prever e produzir o que será vendável. Ela confessou que seu departamento não acompanhava muito os estudos sobre biotecnologia no mundo (!), até que surgiu a ovelha Dolly e o que todos queriam publicar era a ovelhinha escocesa, com um fundo recortável.
“Tivemos um dia bem ruim quando Dolly foi clonada”, diz Denise.

Na misturada de assuntos do artigo, este é o principal. Produzir para banco de imagens pode ser lucrativo, se planejado e conceituado. Stevenson dá a pista de que a tendência dos últimos anos é de imagens de gente comum, como um testemunho da autenticidade de pessoas reais.
Talvez seja esse o mistério da Everywhere Girl, reproduzida tantas vezes, muitas e muitas vezes mais que a Dolly.

Na montagem dos anúncios abaixo, o link para as fotos na Getty.

PS: Nem deu espaço de falar de Doug Menuez. Mas isso é muito mais difícil. Veja o seu site.

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