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Procura-se Jornal Para Conteúdo Multimídia

20 de abril de 2010

Me interesso bastante por multimídias como forma narrativa de reportagem e documentação. Esse interesse, que só cresce, começou com o trabalho produzido pela MediaStorm com fotos e filme de Olivier Jobard sobre Kingsley, um camaronês que fugiu da pobreza de sua cidade, Limbe, para uma nova vida em Paris, através das Ilhas Canárias. Isso tem uns 5 anos.

A MediaStorm tem diversos multimídias de fotógrafos espetaculares e muitos jornais também produziram inúmeros trabalhos com essa linguagem que já foi identificada como uma das mais bem sucedidas transposições de conteúdo jornalístico para a internet. Nos EUA.

Exemplos não faltam. Dos “mega” Magnum In Motion e New York Times, aos locais Tampa Bay Times e The Chronicle .

Não só a forma de contar histórias se torna interessante e emocionante. Trata-se também da investigação da melhor forma de passar a mensagem ao leitor no novo ambiente que é a internet. A nossa implicância, por exemplo, com filmes que são a reprodução da linguagem de tv nas telas de cinema, ainda não foi transposta para a internet, mas será – pela solicitação de interação, por exemplo.

A mídia – e seus usuários – vai definir sua linguagem. Talvez de uma forma conturbada, tamanha é a proliferação de teorias, mas isso só representa o quanto o imprevisível universo da comunicação online está sendo analisado.

Henry Jenkins passa boa parte de seu livro A Cultura da Convergência citando exemplos de experiências transmídias – as que envolvem diversos tipos de participação do público-alvo. É uma reflexão sobre tendências em projetos que atraiam a participação desse público, pela internet. Tudo muito voltado para marketing e business.

O que se procura, segundo Jenkins é aumentar as áreas de contato entre a marca e o visitante consumidor.

Transpondo isso para a área editorial, o desafio se torna descobrir formas variadas, criativas e eficientes de informar e manter o leitor. Essa não é nenhuma conclusão  impressionante, não é mesmo? E talvez prescindisse de tamanho nariz de cera para chegar aqui. Não será nenhuma surpresa, tampouco, se disser que a narrativa de reportagens multimídias preenche estes pré-requisitos.

O que impressiona, realmente, é nenhum site ou jornal brasileiro se interessar em produzir material dessa forma, optando por reproduzir na internet suas versões impressas ou de tv. A maior das participações oferecidas é a postagem de um comentário ou enviar determinado artigo para o Facebook…

O que impede, por exemplo, que a Folha ou o Estadão produzam um trabalho, no Brasil, como o da Magnum http://inmotion.magnumphotos.com/essay/silent-maternal-mortality-india para a Human Rights Watch?

Para uma equipe que passa  uma semana no Rio Negro, duas páginas e a publicação de 5 imagens é por certo um desperdício. Pensar na possibilidade desse material ser plenamente aproveitado, em uma nova e inovadora mídia, que atraia e envolva o público em busca de um bom conteúdo me parece evidentemente bom.

Por que será que isso não acontece?

Memória de um Metrô bruto, e saliente.

11 de fevereiro de 2010

Quem mora perto de uma estação de metrô em São Paulo está com tudo. Quando morava no Rio, evidentemente preferia ir ao centro da cidade de ônibus, aquele que passa pelo Aterro ou o que segue pela Praia do Flamengo. Mas em São Paulo, o que é uma paisagem para ser vista?

Além do mais, o trânsito aqui é infernal. Não que os 62 km de trilhos distribuídos por suas atuais 4 linhas dêem conta de um fluxo diário de mais de 3 milhões de usuários e conforto a ponto de deixarmos sempre o carro em casa. Não se iluda: andar de metrô em São Paulo também é estressante.

Mas se não tem a paisagem, tem os personagens. Desde sempre houve a curiosidade nesses cidadãos comuns que atravessam a metrópole por baixo da terra, que nem tatu. Até Stanley Kubrick fez um ensaio fotográfico para a revista Look em sua fase jornalística, talvez inspirado pelas fotos de Walker Evans (que começou este trabalho antes, mas só o publicou mais tarde).

Esta semana saí correndo de casa e achei que o metrô seria o transporte mais rápido naquele horário. Na verdade, ansioliticamente também era a melhor opção, uma vez que atrasados no trânsito normalmente fazem barbaridades.

Talvez não seja diferente no metrô. É comum a moça atrás de você dar um empurrãozinho depois que a campainha toca e daí você empurra alguém que não quer entrar no corredor e que se vira com um olhar severo contra sua falta de etiqueta. Numa cidade onde pouca gente dá a vez, isso infelizmente não é anormal.

Mas neste dia, o caldo entornou. Não para mim, conformado com o status de “atrasado”, tentando não fazer com que isso me tornasse também um mal-educado.

Ao invés de descer na Sé, desço na Boa Vista – tem menos movimento. Tento fugir pela beira, próximo à parede, ando uns 10 metros mas percebo que algo que não pode tirar minha concentração e meu objetivo de andar rápido agita a plataforma com gente torcendo o pescoço na direção do trem.

Num segundo, o que parecia estar em outro vagão atravessa minha frente, a menos de dois metros (o que não é muito na velocidade de caminhada). Um mulato – que nem era exatamente fortão – careca e de mochila, joga outro homem violentamente contra o anúncio de metal de algum MBA preso ao paredão de concreto da estação, bem a minha frente. O jogado, de calça moleton, camiseta e mochila, desabou num estrondo. Seu único bem à mão voou e partiu ao meio, caindo a bateria para um lado e o fone para outro. O careca gritava: “você bate em uma senhora, quero ver bater em homem”.

Minha primeira reação foi tentar fazer o deixa-disso, mas num piscar, para ver se era isso mesmo que estava acontecendo, pensei: vou assistir.

O homem de moleton se justificava dizendo que a mulher que havia agredido o havia empurrado antes, para sair do trem. E tome outro safanão do careca. A senhora em questão olhava tudo com cara de brava. Só pode dizer no final, “você tem que apanhar, mesmo. E eu não preciso dele (careca) pra isso, viu?”.

Nos 30 segundos que tudo isso deve ter durado não dei nenhum passo. Era o primeiro da fila. Não era a primeira briga que presenciava no metrô, mas nem por isso tudo me pareceu familiar. São Paulo tem se tornado uma cidade infeliz, onde as gentilezas chamam a atenção de tão raras. Andar pelo centro na hora do almoço, por exemplo, é selvagem.

Para mim, isso é resultado de uma seqüência de prefeitos carrancudos, incapazes de trazer o humor e a alegria ao poder. A cidade reflete. O metrô sintetiza.

Volta pra Casa

Pior do que vir correndo, atrasado, é voltar carregado de bolsas. São mais de 8 horas da noite, dia cheio, torço, rezo e o trem vem vazio. Mesmo assim não deu para sentar depois de baldear para a linha verde.

De pé, no corredor mas próximo da porta, acompanho os passageiros que entram na estação Trianon-Masp. Uma delas entra falando no celular e me faz lembrar do meu passatempo atual, que é navegar com o gps do google pelo maps mobile. Antes mesmo de ver se meu celular receberia sinal do satélite no metrô, a moça que parecia ter saído de uma aula de marketing administrativo da GV, com uma bolsa de couro no ombro, sapato com saltinho e um vestido tomara-que-caia estampado, para na minha frente e reage como se tivesse perdido o sinal da operadora. Olhando o aparelho flip e dando a entender que a tela havia umedecido com o suor de seu rosto, encosta o aparelho ao seio esquerdo e tenta limpa-lo com movimentos circulares, lentos, pensativos, sem muito rigor.

Eu olhei, mas tinha mais gente olhando. Só que ela estava bem na frente, muito mais perto do que o homem atingido por um safanão na estação Boa Vista.

Ela olhou o aparelho, bem próximo do que poderia ser descrito como o correspondente a 300 ml de uma prótese de silicone perfil alto – não tivesse a aparência natural. Ainda não estava limpo. Então encostou-o novamente no mesmo peito e massageou o aparelho.

Eu desviei o olhar – afinal, sou casado – e o aparelho deve ter tocado ou vibrado, porque ela o atendeu.

Estava passando um anúncio de peça teatral na TV Minuto. Ou algo relacionado à estréia do Robinho, sei lá. O problema do momento é que a ligação ia terminar e o aparelho estaria sujo de novo.

Olha, é difícil se mexer no metrô com duas bolsas no ombro e acho que eu estava até com um guarda-chuva na mão. Mas nem precisei me mover: enfim, Estação Vila Madalena.

Tem momentos que realmente não me importo por não fotografar. Antes mesmo de fabricarem os modelos digitais, a memória já tinha sua valia. Só precisa olhar com atenção.

Memória e atenção. Não ande no metrô sem elas. Mas cuidado para não se meter em brigas.

Você já viu o seu flameguista hoje?

8 de fevereiro de 2010

Depois que se assite ao áudio slide show Um Flamenguista ao Dia, todo mundo começa a ver aparições rubro-negras por todo o canto. E ainda acha legal!

Por isso é que sempre recebo uma “lembrancinha” carinhosa dos amigos que viajam pelo país. Dessa vez veio do Henrique Manreza, que faz o blog 28 mm.

Moto-taxi em Porto Velho / Rondonia

Se você começar a ver flamenguistas demais, saiba que são dois os motivos:

1 – você é que andava distraído antes ;

2 – a nação rubro-negra só cresce!

Mande o seu também 🙂

WordPress da Smashing para Fotografia e Multimídias

26 de janeiro de 2010

A Smashing Magazine criou um tema baseado no WordPress especialmente para blogs carregados de multimídias e fotos.

O download é gratuito. Clique na imagem e saiba mais.

Freelancer Garante Carteira Assinada. Dos outros.

19 de janeiro de 2010

Eu realmente quase desisti desse blog, como ficou evidente. Cada vez que eu lia algo interessante e que dava um caldo, até me dava um coceira. Mas, convenhamos, é muito difícil se concentrar em discutir no vazio e conseguir trabalhos e clientes. Pelo menos para um fotógrafo independente, que é o que sou no momento.

Mas há coisas mais interessantes do que número de acessos a esse blog, que é o barato de escrevê-lo para refletir, pensar e repensar. Além de poder publicar algumas novidades pessoais.

A coceirinha para escrever dessa vez veio por causa de um artigo no blog do Photoshelter, falando sobre a demissão de todos os fotógrafos do Washington Times, de uma só vez, no final do ano passado. Essa é a parte ruim mas, segundo o artigo, previsível o bastante para que possa ocorrer também em outras empresas.

Tentando fazer do limão um limonada, o Photoshelter pediu a John Harrington, fotógrafo freelencer, blogueiro e autor do livro Best Business Practices for Photographers, uma lista com as principais medidas a serem tomadas por fotógrafos que perderam e/ou que ainda não perderam o emprego –  The 10 Things a Recently Laid-off Photographer Must Do / The 10 Things a Not-Yet-Laid-Off Staffer Must Do.

Francamente, a lista reforça as propostas de organização que pedíamos quando agências de fotografia começaram a se relacionar com o Diário do Comércio, há 5 anos atrás, mas não pareciam saber por onde começar. Aliás, é menos exigente porque há tempos podemos perceber a limitação de crescimento do fotógrafo celular-laptop-moto.

O interessante está no 8º item da primeira lista, que traduzi (me desculpem,ok?) assim:

“8 – Brigue por seus colaboradores

Se você entende que dos $ 45.000 que você recebe por ano como contratado, somados os benefícios e impostos trabalhistas, o seu custo total para a empresa será elevado a $ 52.000, então você custa a essa empresa $ 1.000 por semana, ou $ 200 por dia. Se o seu jornal pode contratar um freelancer / colaborador por $150 por dia – e ainda, só quando ele necessita – quanto tempo demorará para que o departamento de contas lhe considere dispensável?

Tenha certeza de que freelancers / colaboradores sejam pagos por trabalho pelo menos 20% a mais do que você (segundo as contas acima), e que as publicações / organizações recebam somente os direitos necessários.”

Me lembro de quando trabalhei num jornal e um dos editores reclamava que certos freelancers ganhavam mais do que alguns contratados. Na época eu já achava isso natural porque existem benefícios e garantias para quem tem a carteira assinada, não para o freelancer. Mas ele pensava em dinheiro na mão e não era o único.

Com a lógica dos custos baixos se impondo neste mercado, o raciocínio de Harrington é claro demonstrativo de quanto tempo fotógrafos ficaram dando tiro no próprio pé.

Vale a pena olhar a lista toda e medir o quanto estamos perto ou longe de uma organização razoável.

Vou Contar Só Para Você

17 de julho de 2009

Querido diário,

Hoje estou em mais uma das minhas crises, dessa vez provocada por um orçamento que admiti.

Como você sabe, a vida de fotógrafo independente nunca foi fácil, e tem piorado. Aquele leão que matávamos todos os dias, agora vem com a leoa e mais dois leõezinhos famintos. Ainda bem que mantemos clientes antigos e fiéis, que de 3 em 3 anos, nos chamam para fazer o mesmo trabalho.

Pois um deles apareceu e me pediu para fazer o retrato de seu presidente, que eles distribuem pra a imprensa e usam na comunicação interna. Nem me lembrava quanto cobrei na última vez. Mas me lembro que eles já haviam pedido um orçamento ano passado. Eu tinha cobrado R$ 1.200. Mas a secretária me ligou e perguntou se eu não faria por R$ 1.000.

Claro que sim, ué? Gosto muito de tê-los como clientes (odeio esse termo). Mesmo assim, não me chamaram. Fiquei achando que tinham preço melhor.

Mais de um ano depois, novo contato. Fiquei sabendo que eles não haviam feito o trabalho mas mesmo assim fiquei encafifado pelo ano anterior, e mandei outro orçamento, de R$ 800.

Depois de algumas semanas, me ligaram para confirmar data, mas perguntando se não poderia melhorar o preço. Bom, o melhor é me dizerem o quanto podem gastar, não é mesmo?

R$ 500.

Olha, pra mim é um prazer fazer esse trabalho, como sempre fiz, …”. E depois, eles devem ter alguém que vai fazer por esse valor.

Meu coração dói e minha garganta engasga, querido diário, mas tem os leõezinhos, sabe? E depois, não deve acontecer só comigo, não é? Um amigo, por exemplo, faz anualmente um grande trabalho para um grupo varejista. Há 3 anos cobrava R$ 20 mil pelo trabalho completo. Ano passado, disputou com outros dois concorrentes. Um mandou o valor próximo ao dele. O outro botou pra quebrar. Pediu R$ 5 mil.

O cliente (odeio esse termo) achou uma extravagância e não abriu mão do trabalho que já conhecia. Apesar da diferença, manteve tudo como havia sido no ano anterior.

Mas aí veio a crise, né? Esse ano teve nova concorrência e lá estavam as mesmas propostas, iguaizinhas às do ano passado: um de 20, outro de 5.  A empresa não titubeou e definiu a situação perguntando ao meu amigo se ele faria por R$ 10 mil, ou eles teriam que aceitar o outro orçamento.

“Olha, pra mim é um prazer fazer esse trabalho, como sempre fiz, …”.

Hoje vou dormir mais tarde. Estou sem sono. Escrevo para você, querido diário, para ajudar a assimilar tudo isso e entender o que um outro amigo quer dizer com “o que vai definir o nível do trabalho a ser contratado é o mercado”. Tenho que pensar sobre essa frase.

NYT Aplica o Manual e Tira Ensaio do Ar

13 de julho de 2009

Bastou Michele McNally citar o manual de ética do New York Times (ver post anterior) para logo ter onde aplicá-lo.

Depois de ter a confirmação de que um trabalho encomendado ao fotógrafo português Edgar Martins continha fotos com “alterações digitais, aparentemente por razões estéticas” , como diz a nota do editor do NYT, o jornal tirou-as de seu site.

Quem tem a versão impressa da The Times Magazine On Sunday do dia 05/07 ainda poderá ver o ensaio sobre grandes projetos arquitetônicos abandonados por causa crise, que Martins produziu em 21 dias de viagem pelos EUA.

Embora alguns sites citem declarações de Martins afirmando que não interfere em fotos, para o jornal português Público ele disse que o problema foi do “NYT ter vendido a história como vendeu”; reafirma não haver manipulado imagens, mas acrescenta: “sabia que ia desafiar as convenções do jornalismo. Eu não fui para observar, fui para comentar”.

Em seu papel, Martins tenta justificar uma suposta travessura com um desafio que não é novo. Mexer em fotografias documentais se tornou aceitável em diversos níveis. Muitos profissionais acham natural por não haver um limite estabelecido e, lembremos, não obstante o problema tenha ocorrido numa revista, não no jornal. Para muitos isso é uma grande diferença. Por quê?

Por um certo tempo a Folha de S. Paulo parecia estimular fotógrafos a transformarem suas imagens, sem indicar a artimanha ao leitor. Arte e Fotografia sentavam na mesma mesa.

O NYT, entretanto, aplicou seu manual. E poderia ser diferente? Na catalogação do que é permitido ou não de imagens jornalísticas, eles assumem que “imagens em nossas páginas, em papel ou na web, que pretendem retratar a realidade, devem ser verdadeiras em todos os sentidos”.

E essa orientação, de tão óbvia, não me parece ser diferente de outros jornais no mundo.

Seria como ser multado em outro país e argumentar que na sua cidade uma placa com bordas vermelhas e um 100 escrito no centro não significa o limite de velocidade.

Nessa conversa de que a fotografia jornalística mudou e existem interpretações do real, os limites não se alargam, são degradados; porque documentação é uma linguagem flexível mas não pode ser alterada criativamente para se tornar outra.

O NYT quer proteger sua cara legitimidade porque é disso que ele vive e se essa intransigência não for apliacada, vira festa do caquí . Os jornais daqui também vivem disso, mas às vezes dão sua interpretação livre. Por isso que por mais que se tenha boa vontade, tem jornal que se lê e ainda fica a dúvida se o que está escrito é verdade.

O fato interessante do caso foi que o descobridor da manipulação das imagens, segundo o Público, foi Adam Gurno, um leitor. Sobrou para Edgar Martins.

Código de Ética do New York Times

7 de julho de 2009

Essa é uma tradução da parte do manual de ética do NYT, citado pela editora gerencial assistente de Fotografia, Michele McNally, na seção Talk to the Newsroom.

Mais precisamente, é o capítulo Photography and Images section of The New York Times Company Policy on Ethics in Journalism.

Para quem preferir, o texto original está no link acima, láááá embaixo. Mas vale se deter em outros assuntos tratados por ela, que são parecidos com os nossos, mas bastante diferentes.

Imagens em nossas páginas, em papel ou na web, que pretendem retratar a realidade, devem ser verdadeiras em todos os sentidos. Nenhuma pessoa ou objeto podem ser adicionados, rearranjos, invertidos, distorcidos ou removidos de uma cena (exceto para a reconhecida prática do corte para omitir porções externas estranhas). Ajustes de cor ou escala de cinza deve ser limitada às minimamente necessárias para a clara e precisa reprodução, análogas à “queima” e “proteção” praticados no processamento de imagens na antiga câmara escura. Fotos de notícias não devem ser posadas.

Em algumas seções e nas revistas, sempre que uma fotografia for utilizada para os mesmos fins de um desenho ou pintura – como na ilustração de uma idéia ou situação, ou como uma demonstração de como um dispositivo funciona, etc – deve ser sempre claramente identificada como uma foto ilustração. Isto não se aplica aos retratos ou still (fotos de alimentos, calçados, etc), mas se aplica a outros tipos de fotos em que pessoas ou coisas foram artificialmente arranjadas, bem como para colagens, montagens, e fotografias que tenham sido alteradas digitalmente.

Obrigatoriamente, em todos os casos como estes, uma linha com o crédito de imagem começa com “foto ilustração”. Ocasionalmente, uma explicação sobre a legenda pode ser aconselhável.

Fotografias alteradas ou com cenas criadas são um dispositivo que não deve ser usado além do razoável. Tirar fotografias de pessoas reais não identificadas como ilustrações de uma situação genérica (como usar um editor ou outro modelo numa pose desanimada para representar executivos demitidos), geralmente acaba por ser uma má idéia.

Se você tiver alguma pergunta sobre a conveniência de uma alteração ou não tem certeza sobre a melhor forma de tornar claro para o leitor que a imagem foi manipulada ou a cena criada, consulte o diretor de fotografia, editor das normas (manual de redação), diretor de arte, ou o News Desk (mas antes de postar na web ou da prova final de uma página impressa, para evitar divergências de última hora e insatisfatórias soluções improvisadas).


Experiências e Alguns Resultados

17 de fevereiro de 2009

A máxima que diz: “o ano começa depois do carnaval”, não teve efeito este ano. Ou é a necessidade de criar oportunidades ou é São Paulo que está a cada dia mais acelerada.

Pessoalmente acho que um ditado que envolve carnaval, em São Paulo, não faz a menor diferença, a não ser para se marcar uma passagem para Salvador.

Nesse período experimentamos mais produtos que envolvem fotografia e que se adequem ao nosso plano de conteúdo para a internet. O que fez mais alarde foram as imagens 360º. Não significa que já fazemos um trabalho excelente como o de Dudu Tresca, mas acho que nosso produto vai ser um pouco diferente.

Confira, com link na imagem:

lib_blog2

No capítulo áudio slideshow, também queremos procurar a solução para o que edson73mais chateia, que é ter verba para produzi-los e facilidade de publicá-los. Se a gente não oferece a solução, alguns clientes acabam desistindo.

Mesmo assim, aí vai mais um, com fotos de Monalisa Lins, publicado pelo Diário do Comércio (diga-se, meio escondido). Veja o projeto com o link na imagem.

Stop Motion

27 de janeiro de 2009

A Smashing já mostrou há um tempo essa técnica, em uma de suas inspiradas segundas-feiras. O assunto vale realmente um post legal (fico devendo), porque é uma das febres que assola os criadores na web, usada inclusive na guerra de grandes produtores de animação.

Quem se lembra de animações em super 8?

Foto depois de foto, aqui é uma poesia. Meio triste, é verdade.  Clip de lançamento de Oren Lavie, “Her Morning Elegance”.

Achei em um dos blogs de Cristiana Guerra.