Viver Depois dos 100 Anos

publicado pelo Fotosite

Em uma recente palestra sobre agronegócios e política socioambiental, o ex-ministro Roberto Rodrigues mencionou a preocupação do setor para os próximos 30 anos. Um dos dados é que no início deste século a população mundial com mais de 100 anos era de 140 mil pessoas. As projeções para 2040 são que a população centenária do mundo deva ser dez vezes maior: em torno de 1,400 milhão. Números, entre tantos outros apresentados em complexos gráficos. Rodrigues, um cara que pertence ao mundo da agricultura, dá a importância específica destes: na criação de produtos para essa população, “há decisões e medidas que mexerão com toda uma cadeia alimentar”. Quem está no agronegócio já está se preparando para isso ou para criar oportunidades de negócios.

Certas organizações fazem seus planejamentos com antecedência extraordinária. Faz parte de sua cultura. Nada de mais, considerando que o nosso cérebro tem essa região para planos de longo prazo. Também tem a de curto. Desenvolver uma ou outra depende do quanto as ativamos.

Satisfações Pessoais
Mas como nasce um negócio bem sucedido? Como surgem e quem os cria? No Vale do Silício são garotos com mais ou menos 25 anos, que apostam em algo que lhes é necessário para se divertir ou para os estudos, como foi com o Licketyship, que promete entregar qualquer produto no mesmo dia, criado por Rob Pazornik depois que sua impressora ficou sem tinta quando finalizava seu trabalho semestral em Yale. Mark Zuckerberg é a atual estrela desse grupo de cyber-empreendedores que saem juntos para tomar cerveja em bares de São Francisco. Ele criou o Facebook para que os ex-alunos de Harvard, onde estudou, mantivessem contato, já que a universidade enrolou para fazê-lo. Segundo a Rolling Stone, o valor do site em outubro do ano passado estava entre US$ 1 e US$ 2 bilhões.

Como outros, seus negócios começaram por necessidades pessoais e isso é muito, porque talvez detectar uma necessidade seja o passo mais importante. Criar a solução deve ser o mais trabalhoso.

Evan Nisselson – o criador do DigitalRailRoad, que fará palestra na Semana Fotosite – tinha necessidades próprias como fotógrafo e elaborou uma solução para a limitação eletrônica do fluxo de trabalho e comunicação entre fotógrafos e seus clientes. Seu projeto é bom e útil para uma imensa comunidade de profissionais. Diferente dos cyber-empreendedores, Nisselson não desenvolveu sua fórmula nos bancos escolares, mas ao longo de uma carreira. Talvez o DRR tenha realmente começado há uns 10 anos, entre o portal Making Pictures e o banco de imagens Eyetide, onde ele trabalhou.

Critérios Apressados
Ainda não falamos de Fotografia. Nem mesmo a idéia de Nisselson é um exemplo de trabalho fotográfico. Antes disso, traduz para a nossa área uma lei de Mercado, baseada na descoberta de uma necessidade para certo segmento. Outras corporações também descobriram seus caminhos, às vezes sem muitos critérios, como vender fotos de amadores em ambiente profissional, foto de 1 real ou coisa parecida. Achar um lugar no futuro do Mercado tem dessas coisas: a perspectiva de podermos assistir à próxima Copa do Mundo pelo celular dentro do metrô de São Paulo causa a maior correria nas empresas e pânico no consumidor. Há lugares no mundo onde isso deve ser possível, mas não no Brasil.

Por aqui, fotógrafos independentes ainda têm problemas antigos e alguns temas são discutidos em aramaico. Trazê-los à tona, só forçando as barreiras.

Tudo Tem Sua Hora
Quais seriam nossas necessidades mais urgentes? Como é nosso planejamento para resolvê-las? São questões como tantas outras – como os números do agronegócio – que interessam muito a quem prepara uma trilha profissional – pelas opções, cada vez mais independente – com um certo plano de carreira ao longo da vida. Afinal, quem não quer fazer parte da futura grande população mundial com mais de 100 anos?

Uma resposta to “Viver Depois dos 100 Anos”

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