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Fotografia de início, meios e fins

11 de julho de 2008

Este blog tenta publicar bons exemplos de trabalhos online. Assim como ainda há muitos a serem conhecidos, reconheço também que tem muita coisa ruim pela internet. Mas essa é a força da web: dar espaço democrático para quem quer mandar sua mensagem. É o sucesso dos blogs.
Um fotógrafo, por exemplo, só não tem seu site, galeria ou Flicker se não tiver o que dizer, o que mereceria uma reflexão sobre seu próprio trabalho.

Fico bastante animado quando gostam de nossos áudio slideshows. Ainda acho que as possibilidades são muitas e variadas. Veja, por exemplo, o que outro grupo ativo em multimídia faz, o Garapa, formado por três fotógrafos jovens, cheios de idéias e engajados: um é blogueiro assumido (e não tímido, como eu), outro atua em ong para a educação de crianças.
Entre uma pauta e outra para a Folha ou para a Editora Abril, lá vão eles criar um projeto pessoal, usando soundslides, quicktime ou finalcut. Eles fazem parte de um grande grupo que aproveita as ferramentas disponíveis na internet. Oferecem conteúdo.

Bom conteúdo sempre foi o fator que diferenciou produtos intangíveis, mas, por um breve período, se imaginou que o simples fato de se estar com boa tecnologia na internet já definiria a morte de jornais e revistas impressos. O relatório The State of the News Media de 2008, decifrado por Eugênio Bucci há meses atrás, coloca pingos nos “is”: a mídia tradicional ainda é bem consumida e os sites de maior audiência são os que têm como endereço os grandes títulos do jornalismo, como CNN e New York Times. Não acho que no Brasil seja diferente.
É a credibilidade da marca, que se constrói.

O importante é partir de algum lugar para se começar essa construção. É o Garapa, o Fotogarrafa, o e-SIM e outros grupos se organizando e formando profissionais. Pode ser materializado num site, no Flicker ou num blog, mas fundamentalmente começa dentro de cada fotógrafo.

A Intimidade da Cia de Foto

26 de maio de 2008

Desde que Pio Figueiroa e Rafael Jacinto deixaram o jornalismo diário para fundar a Cia de Foto, a referência do trabalho fotográfico, principalmente em São Paulo, foi mudada. Se eu fosse explicar iria chutar um monte coisas, porque não se trata apenas de um conceito ou modelo ou estilo fotográfico. Trata-se de um espírito que torna a Fotografia uma obsessão do prazer.

João Kehl juntou-se a eles pouco tempo depois e levou uma linguagem marcante ao trabalho do grupo. Ano passado teve seu ensaio sobre uma academia de boxe premiado no World Press Photo.

A última do Coletivo – que assina todas as imagens como Cia de Foto, sem autor específico – foi a atualização de sua página no Flickr com imagens de sua intimidade – algumas já estavam postadas lá – , muito bonitas e com um tratamento de imagem excepcional, embora ache que às vezes ele toma conta da leitura. Acontece que as imagens são incríveis, e valem a pena a visita.

Link aqui e na imagem.