Posts Tagged ‘digital’

A tecnologia de ponta dos celulares

26 de julho de 2010

Há tempos um centro de estudos tecnológicos da Universidade de Stanford pesquisa o código aberto para cameras fotográficas. Isso vai permitir que, por exemplo, a própria camera crie uma panorâmica (o que o IPhone já faz) ou uma HDRImage.

Parecia algo que afetaria o mercado profissional, mas eu acho que o foco mesmo são os celular. Não à toa um dos financiadores das pesquisas é a Nokia.

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Receita de Bolo Antiga. Gosto de Mídia Nova

6 de novembro de 2008

A eleição de Barak Obama nos EUA nos coloca diante da nova ordem geopolítica mundial do século 21. Como testemunhas históricas, de madrugada assistimos a tudo através das mais diversas mídias disponíveis. Não falamos apenas da internet, mas também da tv, do rádio, dos impressos, que, contrariando as previsões – que em todos os tempos previam o definhamento das mídias estabelecidas em razão das inovações tecnológicas – souberam se reinventar e não sucumbiram como se era esperado.

Nos nossos dias, a internet é a devoradora de meios, responsável por tudo o que há de bom e de ruim para ser consumido, dominando a audiência fascinada por espelhos, perfumes, iguarias e banners piscando.
Aqui precisamos chamar um analista mais sério para decifrar esse momento, que é o do estabelecimento de uma nova midia.

Num café da manhã para jornalistas e profissionais ligados à comunicação corporativa, Ricardo Gandour, Diretor de Conteúdo do Grupo Estado, fez observações sobre como o amadurecimento da internet como meio de comunicação está se dando.

As preocupações de Gandour não são novas na imprensa. Dizem respeito à qualidade e credibilidade de conteúdo na web, em contraponto à ameaçadora ausência de critérios para publicar notícias na rede. Pode-se “ler” em letras miúdas uma crítica ao estilo blogueiro de vida – embora ele a negue.
Em suas comparações entre o produto que é feito para o jornal impresso e para o portal do Estadão, ele enfatiza que as cobranças são exatamente as mesmas: “Não existe o jornalismo mais responsável e o menos responsável; importa o bom jornalismo. Não tratamos a internet como um ambiente menos compromissado”.

Para Gandour, o encantamento inicial que se tem com novas mídias vem do vislumbre das possibilidades que els apresentam como inovação. Aí, sua aceitação para consumo por parte do usuário é testada sensorialmente e, depois, adquiri estabilidade, com a inclusão de valores da sociedade ao seu conteúdo.
Daqui seguimos com a mensagem principal de Gandour para sua audiência matinal: a idade eletrônica da razão está chegando com uma preocupação para com estes valores.
Podemos pensar que não poderia ser diferente para o diretor do grupo jornalístico que tem demasiados valores em seu DNA, mas Gandour distribui suas críticas ao próprio mainstream, que segundo ele passou um tempo desaprendendo como se faz jornalismo; abriu mão de conceitos jornalísticos e também de valores sociais e individuais. Ele acha que isso está sendo reconstruído e estes clássicos conceitos e valores estão sendo recuperados para o estabelecimento de uma nova era na comunicação.

O que parece estar deslocado de contexto é quando ele faz interessantes analogias de rádio-escuta com captura robotizada de notas de sites; da edição de imagens de tv distribuídas por agências com o extinto telex; e fala da recuperação da diagramação atribuindo importância a assuntos no site, em detrimento de blocos padronizados com “empilhamento” de chamadas (nesse momento, não por acaso, ele acessa o UOL).
Mas tudo tem a ver no raciocínio do engenheiro que se formou jornalista e estudou em Stanford. Para manter o crescimento do portal, que ano passado tinha 18 milhões de acesso ao mês e em outubro deste ano alcançou a marca de 94 milhões de visitas, ele promove uma gestão de talentos para o exercício da edição, que é escolher e decidir, como sempre foi, para o jornal impresso e para a internet.

Não é só por um áudio, nem por um vídeo no ar. Tem o conjunto, as decisões na reunião de pauta da manhã e nossas escolhas na edição”.

E como formar o reportariado para a missão multimidiática? Para ele, a imagem do repórter com bloco, gravador, câmera e capacete com filmadora está superada. Lá eles formam profissionais, contratam editores, têm um estúdio de tv na redação, estações de edição….putz, será que ainda cabe mais gente naquele prédio da Marginal?

Esse não parece ser um problema para Gandour, que defende estar a saúde financeira de uma empresa jornalística diretamente ligada à sua autonomia. O problema é que para se trabalhar bem é necessário formar o profissional, que “precisa ler mais, estudar mais, se especializar. E isso tem custo“.

É o custo de um bom conteúdo.

Serviços Velozes e Preços Furiosos

31 de julho de 2008

Quando a gente fala de navegar em banda larga, é como falar sobre câmeras digitais: estamos satisfeitos com nossos 10 mpixels, mesmo sabendo que existe a mais nova com 16 mpixels (falando de pequenos formatos).

Para quê uma banda larga de 8 Mbps?

A GVT, que atua em telefonia de alguns estados do país, está oferecendo o Turbonet MEGA MAXX, banda larga com velocidade de até 20 Mbps. Um exagero? Realmente, tem que assisitir a muitos vídeos para compensar os R$ 500 mensais (valor em Curitiba).

Mas não se engane que esse serviço não tenha utilidade para seu negócio com fotografia. O relacionamento entre fotógrafos e clientes muda; muda também o do fotógrafo e sua produção. As soluções oferecidas para o mercado, se é que você ainda não reparou, envolvem soluções web. Não ocorre apenas na fotografia e vai além de se postar uma foto no blog à partir do seu celular (embora, para mim, isso já seja impressionante).

Uma empresa chamada SugarSync oferece isso. Aliás, oferece bem mais: o serviço sincroniza o seu computador de casa com o do trabalho, não importa a plataforma (Mac ou PC). Para isso, você indica ou cria as pastas que devem ser sincronizadas. Enquanto você estiver online, as pastas vão sendo atualizadas em tempo real. Isso quer dizer que se você estiver escrevendo um texto no seu laptop, na praia, em um arquivo dentro de uma pasta sincronizada, quando você salvar o doc, ele já mudou no desktop de sua casa, no Sumaré.

Aplicado à fotografia, se você quiser sincronizar pastas ou até mesmo seu arquivo inteiro, você pode. E se quiser ver tudo isso remotamente, de outro computador, o SugarSync lhe dá um endereço onde você tem acesso a todo o material na internet. De lá você pode compartilhar pastas (como se faz no GoogleDocs) e álbuns de fotografia inteiros, com direito a download de fotos em alta. Um ótimo backup.

Quem é mais ligado já sacou que isso é um FTP sofisticado, com interface e programação. E essa é toda a diferença. Uma solução web, como é o DigitalRailRoad para bancos de imagens. Tecnologicamente tem a diferença de, até onde eu sei, o DRR não poder ser gerenciado pelo seu celular. No SugarSync, longe de casa ou do escritório, você manda uma foto para seu cliente.

É claro que vai depender da sua empresa de telefonia móvel. Para sincronizar pastas de fotos no SugarSync você também vai precisar de uma boa velocidade. Planos de 1 Mbps – com baixas velociadade de upload – não dão conta. De 2 Mbps, também não. Para se ter uma idéia, 100 Mb de fotos, com uploads a 280 Kbps, serão mais de 6 horas de tráfego. Vale a pena editar.

Em São Paulo não tem GVT. Mas, se tivesse, como é que se repassa o custo de 20Mbps? Bem, isso já tem que ser em outros posts.

50 Megapixel de Hassel!

10 de julho de 2008

Se algumas agências de publicidade já exigiam de profissionais equipamento como a Hasselblad por seus 39 megapixel, elas agora podem ser mais exigentes. A empresa promete para outubro o lançamento da H3DII-50 (foto), que faz arquivos de 50 megapixel utilizando um sensor Kodak.

A “pequena” desvantagem é que ela faz uma foto por segundo e cada uma delas pode ocupar 300 mb no seu cartão, se é que alguém vai sair com ela por aí, ao invés de plugá-la num laptop.
Valor previsto: em torno de US$ 37.000, nos EUA, ou £21.995 no Reino Unido.
Os vendedores da Hassel chegam ao Brasil semana que vem, e só então será definido o valor em reais, mas que deve girar lá pelos R$ 115 mil (já com impostos).
Até que não ficou tão caro (pra quem pode), considerando que a versão H3DII de 39 mpixel custa R$ 106 mil no revendedor autorizado T.Tanaka. Só ano passado foram vendidos 98 conjuntos.