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O Flagrante do Light Painting

17 de fevereiro de 2010

Uma grande amiga minha, Alice Granato, um dia me chamou para fazer um trabalho para a revista da Fuji. Me perguntou o que eu poderia sugerir. Na época eu tinha inventado de fotografar casais amigos grávidos, com a hassel e uma lanterninha. Era só botar no B e ir registrando com a luz da lanterna o que quisesse.

Isso não era exatamente novidade, porque ainda é muito usado em still life e tem a famosa foto de Pablo Picasso desenhando com a lanterna, feita por Gjon Mili. Mas o lance, pra mim, era fotografar gente, que escolhia o modo de posar e tinha que ficar paradinho por uns 3 ou 10 minutos, dependendo da viagem que viesse a nossas cabeças.

A primeira que fiz foi para uma matéria quando ainda estava no Estadão, mas o jornal não entendia muito o que aquela imagem tinha de diferente.

Depois fiz de outra amiga, em NY, Christiana George, no seu apartamento, em 1996. Ficou surreal, porque Chris não é exatamente essa pessoa que fica parada por 1 minuto. Sumiram uns pedaços dela, mas nós adoramos.

Para a revista da Fuji, achamos que daria um tom meio retrô (ou é vintage?) e ela sugeriu que fizéssemos isso na matéria com Arnaldo Antunes.

Passamos a noite com ele – bem, normalmente é melhor que se faça isso a noite, mas pode ser num quarto escuro – que no final disse que já estava gostando de ficar quieto num canto.

O fato é que independentemente da forma como a imagem foi capturada, o resultado ficou pouco “efeito” e a situação de deixar uma pessoa por tanto tempo, parada, mergulhada no silêncio, faz seu olhar procurar algo, que talvez a gente só capture, muito ao contrário de uma pessoa estagnada, num verdadeiro e único  Instantâneo.

A foto publicada não foi essa, mas qual é a vantagem de mostrar o que já foi visto.

50 Megapixel de Hassel!

10 de julho de 2008

Se algumas agências de publicidade já exigiam de profissionais equipamento como a Hasselblad por seus 39 megapixel, elas agora podem ser mais exigentes. A empresa promete para outubro o lançamento da H3DII-50 (foto), que faz arquivos de 50 megapixel utilizando um sensor Kodak.

A “pequena” desvantagem é que ela faz uma foto por segundo e cada uma delas pode ocupar 300 mb no seu cartão, se é que alguém vai sair com ela por aí, ao invés de plugá-la num laptop.
Valor previsto: em torno de US$ 37.000, nos EUA, ou £21.995 no Reino Unido.
Os vendedores da Hassel chegam ao Brasil semana que vem, e só então será definido o valor em reais, mas que deve girar lá pelos R$ 115 mil (já com impostos).
Até que não ficou tão caro (pra quem pode), considerando que a versão H3DII de 39 mpixel custa R$ 106 mil no revendedor autorizado T.Tanaka. Só ano passado foram vendidos 98 conjuntos.

Heresia ou Devoção

14 de abril de 2008

Sentiu um arrepio? Talvez só como já havia sentido quando viu os primeiros pacotes de papel Ilford para impressoras.

Fabricada pela Minox, esta é uma réplica idêntica da M3.

5 megapixels

slot para cartão SD (tem de 4 gb)

obturador e balanço de cores automáticos

monitor com 1,5 polegadas

lente equivalente a uma 42 mm numa camera 35

Que tal?

Antes que eu esqueça: Hasselblad e Rolleiflex também foram vítimas.