Posts Tagged ‘multimídia’

São Paulo – Terra do Chorinho

21 de outubro de 2010

São Paulo tem um desfile de escolas de samba sem igual. A primeira vez que cobri a avenida achei que era uma procissão.

Por certo havia um preconceito de quem via desfiles de escola de samba de outra forma – incomparável, até – mas por muitos anos deixei esse preconceito escondidinho. Nem Adoniran Barbosa me ajudava a dizimá-lo.

Com o tempo a gente vai conhecendo as bocadas, não é? Samba da Vela, Banda Glória na União Fraterna, apresentações do Quinteto em Preto e Branco…, já ouviu falar do clube na rua Capital Federal?

A roda de choro da loja Contemporânea é mais uma delas.  Fica ao lado da cracolândia, mas também da Universidade Livre de Música e da Sala São Paulo. Mais adiante da Pinacoteca, do Museu da Língua Portuguesa, da estação da Luz. Ou seja, do seu lado.
 

Um sábado estive lá e produzi esse multimídia. Não é para assistir, conhecer a roda e deixar de ir; ao contrário, é para assistir e ter mais vontade ainda de tirar uma manhã de sábado para ouvir chorinho de um jeito muito especial.

 

Sobre Multimídias

Link para o artigoO site da ARFOC-SP publicou um interessante artigo de José Cordeiro, que demonstra como muitos profissionais estão preparados para produzir material multimídia.

Talvez o que falte seja descobrir porque as empresa não se interessam em desenvolver esta linguagem tão envolvente, informativa e emocionante.

ARFOC-SP – Novos recursos para o fotojornalismo.

 

Quem se interessar pode ver outros projetos multimídia aqui, no link do meu site.

Procura-se Jornal Para Conteúdo Multimídia

20 de abril de 2010

Me interesso bastante por multimídias como forma narrativa de reportagem e documentação. Esse interesse, que só cresce, começou com o trabalho produzido pela MediaStorm com fotos e filme de Olivier Jobard sobre Kingsley, um camaronês que fugiu da pobreza de sua cidade, Limbe, para uma nova vida em Paris, através das Ilhas Canárias. Isso tem uns 5 anos.

A MediaStorm tem diversos multimídias de fotógrafos espetaculares e muitos jornais também produziram inúmeros trabalhos com essa linguagem que já foi identificada como uma das mais bem sucedidas transposições de conteúdo jornalístico para a internet. Nos EUA.

Exemplos não faltam. Dos “mega” Magnum In Motion e New York Times, aos locais Tampa Bay Times e The Chronicle .

Não só a forma de contar histórias se torna interessante e emocionante. Trata-se também da investigação da melhor forma de passar a mensagem ao leitor no novo ambiente que é a internet. A nossa implicância, por exemplo, com filmes que são a reprodução da linguagem de tv nas telas de cinema, ainda não foi transposta para a internet, mas será – pela solicitação de interação, por exemplo.

A mídia – e seus usuários – vai definir sua linguagem. Talvez de uma forma conturbada, tamanha é a proliferação de teorias, mas isso só representa o quanto o imprevisível universo da comunicação online está sendo analisado.

Henry Jenkins passa boa parte de seu livro A Cultura da Convergência citando exemplos de experiências transmídias – as que envolvem diversos tipos de participação do público-alvo. É uma reflexão sobre tendências em projetos que atraiam a participação desse público, pela internet. Tudo muito voltado para marketing e business.

O que se procura, segundo Jenkins é aumentar as áreas de contato entre a marca e o visitante consumidor.

Transpondo isso para a área editorial, o desafio se torna descobrir formas variadas, criativas e eficientes de informar e manter o leitor. Essa não é nenhuma conclusão  impressionante, não é mesmo? E talvez prescindisse de tamanho nariz de cera para chegar aqui. Não será nenhuma surpresa, tampouco, se disser que a narrativa de reportagens multimídias preenche estes pré-requisitos.

O que impressiona, realmente, é nenhum site ou jornal brasileiro se interessar em produzir material dessa forma, optando por reproduzir na internet suas versões impressas ou de tv. A maior das participações oferecidas é a postagem de um comentário ou enviar determinado artigo para o Facebook…

O que impede, por exemplo, que a Folha ou o Estadão produzam um trabalho, no Brasil, como o da Magnum http://inmotion.magnumphotos.com/essay/silent-maternal-mortality-india para a Human Rights Watch?

Para uma equipe que passa  uma semana no Rio Negro, duas páginas e a publicação de 5 imagens é por certo um desperdício. Pensar na possibilidade desse material ser plenamente aproveitado, em uma nova e inovadora mídia, que atraia e envolva o público em busca de um bom conteúdo me parece evidentemente bom.

Por que será que isso não acontece?

Reportagem Musical Multimídia

12 de março de 2010

Uma coincidência: fotografar dois espetáculos em uma semana – Cats e O Despertar da Primavera. Não é uma especialidade, mas pode se tornar. Vou até deixar a foto do cabeçalho por mais tempo.

O Despertar me lembrou outro musical que assisti no Rio, bem na adolescência, Band Aid, com direção musical de Zé Rodrix. Fui umas 3 vezes.

Foi o que aconteceu com o Despertar na temporada carioca. O pessoal ia um monte de vezes, como contou o diretor Cláudio Botelho ao repórter Sergio Roveri.

Fiz essa reportagem multimídia. Se você quiser, leia a matéria do Roveri no site do Diário do Comércio, com link aqui.

WordPress da Smashing para Fotografia e Multimídias

26 de janeiro de 2010

A Smashing Magazine criou um tema baseado no WordPress especialmente para blogs carregados de multimídias e fotos.

O download é gratuito. Clique na imagem e saiba mais.

Tutorial Soundslides

5 de dezembro de 2008

Demorou um pouco mas acabei fazendo um tutorial para o Soundslides. Um programa muito simples. Excelente para quem tem histórias para contar.

Não repare o amadorismo do vídeo. Para esse tipo de gravação não achei algo que ensinasse.

Aproveite.

Assista aqui ao projeto realizado no tutorial.

A História Eletrônica de Uma Eleição

9 de novembro de 2008

O Picturapixel – nossos “sócios” – já publicou.

Para quem gosta e acredita em multimídia. Para quem quer saber a história resumida da campanha de Barak Obama à presidência dos EUA (link na imagem).

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Tá certo que vem do The New York Times, que quer ser integralmente um jornal na internet e para isso aposta alto. Mas quem quiser contar histórias com a ajuda de novas mídias, tem que começar a produzi-los.

Ricardo Gandour deveria assistí-los.

Fotojornalismo de Ativistas

24 de outubro de 2008

Este blog esteve praticamente fora do ar por um período sabático, ou melhor, de renovação. Não deixamos de trabalhar. Ao contrário, apareceram projetos inusitados para a nossa formação multimídia, como o site da revista Pororoca.

É um caminho que queremos percorrer, principalmente porque  a cada trabalho que vejo publicado acredito mais na força que a fotografia e os fotógrafos têm de informar e transformar. Fundamentalmente com a utilização da internet.
Recentemente James Nachtwey publicou o resultado do prêmio TED, que concede 100 mil dólares a pessoas que desenvolvam idéias e trabalhos que “façam a diferença”. Nachtwey fotografou por 2 anos países pobres onde a tuberculose se transformou em uma nova, mutável e violenta doença, chamada de XDR-TB – extensively drug-resistant tuberculosis.
Este trabalho teve lançamento mundial, divulgado pela mídia através do site da ong xdrtb.org. Foi projetado em prédios e vários jornais publicaram artigos sobre o tema.

Na quinta-feira foi lançado o mais recente projeto do  MediaStorm: Intended Consequences, com o trabalho de Jonathan Torgovnik e Jules Shell,  sobre a vida das mulheres que sofreram estupro em Ruanda, durante o genocídio da etnia Tútsi, em 1994 (para quem quiser saber mais da história, clique aqui).
O trabalho jornalístico é extraordinário. A narrativa é incrível. O resultado multimídia é espetacular.

No vídeo complementar, An Unspoken Language, Torgovnik fala de forma comovente. Comenta sua relação com as entrevistadas. No meio da conversa explica seu envolvimento com sua profissão: “Eu acredito que todo fotojornalista é um ativista. Não creio que se possa separar os dois”.

Numa época de fotos prontas e produção medida por matérias publicadas, pequenos períodos de renovação (ou sabáticos) são muito importantes.

Um Passo de Cada Vez

26 de junho de 2008

Mais uma de nossas produções pelo e-SIM, e mais uma vez com o Diário do Comércio, que tem se mostrado muito receptivo às nossas reportagens multimídia.

Desta vez, o trabalho me parece ter mais integração ainda:
Além de usarmos parte da matéria escrita por Kety Shapazian, o áudio slideshow está inserido no corpo da versão para a internet. Um complementa o outro.

Pode parecer óbvio que esta seja a formula ideal para construir uma interação nestas duas mídias, mas daí a ser realizado, são muito pixels e horas a mais. A construção da narrativa não é tão simples quando nos preocupamos em não criar uma reportagem paralela, mas sim, complementar, acompanhando a visão editorial de um cliente.

Senão, fazemos um projeto desvinculado e independente. Ou seja, sem força comercial.
Visitem (link também na imagem) e avisem se o pensamento estiver errado.

Resultado de Workshop da MediaStorm

29 de maio de 2008

Este blog anunciou em fevereiro o primeiro workshop organizado pela MediaStorm. O preço para participantes era bem salgado, mas eles conseguiram 4 profissionais que se aventuraram na produção, por uma semana, em maio, de projetos multimídia em Nova York. O making of do workshop e o resultado dos projetos você pode ver neste link (e na foto).

Pode parecer que o número de participantes é pífio. E realmente dá a sensação de que multimídia é para poucos. Mas a biografia dos participantes também demonstra que é para poucos e bons.

Aos interessados, neste link você pode se candidatar ao próximo curso. O valor para posição de observador – que é a mais barata e o cara só … observa – abaixou: agora custa 2.500 dólares

A Entrevista da Premiada

25 de maio de 2008

A fotógrafa Mona Reeder ganhou o prêmio Robert F. Kennedy de jornalismo para Domestic Photojournalism com o ensaio “The Bottom Line”, feito para o Dallas Morning News.

É claro que tem um link para o trabalho aqui e na imagem, mas com tantas referências premiadas, acabamos achando que a realização de um trabalho simples está muito distante.

Temos que ver também, por exemplo, o trabalho do New York Times, sobre o pai que premiou o filho com a réplica de um Shelby 427 Cobra , para que ele melhorasse as notas na escola.

Diferente é que Mona Reeder dá uma entrevista a Kenny Irby, colunista do Poynteronline, onde fala como é sua aproximação dos personagem em ensaios fotográficos e como é improdutivo manter a distância entre o texto e a imagem.

Ela diz que The Bottom Line, pela sua apresentação multimídia, “incorpora o que os diretores de jornais têm procurado por anos, com a experiência de diminuição de leitores e o (novo) papel das notícias”.
Sobre conselhos para fotógrafos que decidem se tornar “visual reporters”, ela afirma:
“Esperar receber um grande trabalho (pauta) de uma chefia é um erro que muitos fotógrafos fazem. Alguns reclamam que nunca pegam um trabalho bom, mas em minha opinião, cada um faz sua própria sorte, cria sua própria oportunidade.
Se mais fotógrafos tomarem a iniciativa e responsabilidade por desenvolver suas histórias e idéias, eles talvez fiquem mais felizes”.
Leia aqui a entrevista.